Fatores de Risco

Eu tenho 29 anos, recentemente realizei um exame de sangue e foi constatado um nível de colesterol alto, eu gostaria de saber se a tendências a colesterol tem alguma coisa com hereditariedade, pois, o meu avô faleceu com 75 anos com problemas de coração e minha avó também faleceu com diabete.

Re: O aumento dos níveis de colesterol no sangue tem origem em características genéticas e ambientais. Na maioria das vezes o fator ambiental é mais importante e deve ser inicialmente diagnosticado, isto é, se alimentação e atividade física estão corretas. Em poucos casos a característica genética é mais importante.


Gostaria de saber a diferença entre colesterol total, HDL, LDK E VLDL e Triglicerídeos.
Realizei um exame recentemente e o resultado é o seguinte:
colesterol total - 216 mg/dl
HDL - 63
LDL - 137
VLDL - 16
TRIGLECERÍDEOS - 81
Gostaria de saber se pela minha idade, 31 anos, estou precisando de algum tratamento específico, ou se estou dentro dos padrões normais.

Re: Triglicerides, colesterol total, HDL-colesterol (bom) e LDL-colesterol (ruim) são partículas que compõe o que denominamos de perfil lipídico. Níveis elevados de triglicerides, colesterol total e LDL-colesterol estão associados com maior incidência de doenças cardiovasculares. Níveis elevados de HDL protegem os indivíduos dessas doencas. Em relação ao seu perfil lipídico ele está adequado.


Tenho tido muitas dores no peito seguida de formigamento nos dedos dos pés e mãos, e um pouco de falta de ar; apesar de minha idade (21) isso pode vir a ser um problema cardíaco já que tenho caso de infarto na família. Tendo também 35% do peso acima e vida sedentária?

Re: Para você não ficar preocupada a melhor conduta é você procurar um cardiologista para fazer uma avaliação clínica.


Quando estou correndo sinto fortes dores no peito, isto é normal? Já pratiquei muitos esportes, mas em razão dos estudos tive que ficar 3 anos afastados onde adquiri excesso de peso e agora estou voltando a praticar, tem algum perigo continuar correndo?

Re: Não é normal ter dor no peito durante atividades físicas, por isso sugiro que você procure um cardiologista para fazer uma avaliação clínica.


Tenho conciência que a profissão que escolhi é extremamente desgastante e stressante mas tento lidar com isso da mehor maneira possível, infelizmente um amigo muito próximo faleceu em decorrência de ataque cardíaco fulminante há uma semana sem motivos muito claros pois ele havia realizado uma bateria enorme de exames a l0 dias antes da fatalidade e nada havia sido constatado colesterol e demais resultados de sangue dentro dos limites normais, teste de esforço normal, ele não fumava , não bebia freqüentemente, não tinha antecedentes familiares de problemas cardíacos, tinha apenas 43 anos, como explicar isso?
Será que só o stress é capaz de desencadear um problema cardíaco, como é que os exames nada indicaram?Existe algum outro tipo de exame que poderia ser feito?

Re: O que aconteceu com o teu amigo é raro, pois pelas características que você enviou ele era considerado de baixo risco. Porém, essas coisas acontecem. Nós sabemos que desde a primeira década de vida já existem pequenas placas de aterosclerose nas artérias que vão progredindo lentamente. Quando estamos na quarta ou quinta décadas de vida estas placas estão maiores mas insuficientes para provocarem sintomas ou serem detectadas através de exames complementares. Acontece que essas placas são relativamente instáveis por apresentarem um processo inflamátorio importante e nesses casos elas podem se romper favorecendo a formação de coagulos no local, obstruindo os vasos e provocando o infarto do miocárdio. Infelizmente, algumas dessas pessoas tem morte súbita. Em resumo, pequenas ou moderadas placas ateroscleróticas são as causas mais comuns de infarto do miocárdio e portanto a prevenção deve ser indicada mesmo para indivíduos aparentemente sem fatores de risco significativos. A prevenção, tendo como exemplo o seu amigo, inclui inicialmente alimentação adequada, atividade física e redução do estresse.


Como saber se estou correndo risco e como me proteger no que se refere ao infarto agudo do miocárdio?

Re: O que você chama de proteção, nós chamamos de prevenção primária, isto é, controle dos principais fatores de risco associado a uma alimentação e
atividade física adequadas. Os principais fatores de risco modificáveis são: tabagismo, dislipidemia (gordura no sangue), hipertensão arterial e diabetes melito.


Tenho 24 anos e gostaria de confirmar com os senhores se realmente eu não preciso controlar o meu colesterol com remédio e como saber a minha taxa de risco, pois já fui em dois cardiologistas e ambos não me receitaram.
Histórico:
Família Paterna: Avô morreu na faixa dos 80 anos com cirurgias de ponte de safena, meu tio morreu aos 50 anos com ataque fulminante e o meu pai tem 60 anos e controla frequentemente o colesterol com remédio e caminhadas; Meu colesterol total: 20/05/99 306 mg/dl (1° teste); 26/05/99 226 mg/dl e 30/08/99 321 mg/dl. Meu triglicerides: 20/05/99 213 mg/dl; 26/05/99 106 mg/dl e 30/08/99 212 mg/dl. Tenho 1,70m de altura e 70kg. Não fumo, bebidas alcoólicas raramente, voltei a fazer exercícios fisicos depois de 2 anos longe da academia, pressão normal assim como o meu eletrocardiograma. Casos de diabete na família a partir da velhice.

Re: Você não tem ainda indicação de tratamento medicamentoso pois os níveis de colesterol reduziram para 226mg/dl em 26/05/99 provavelmente através de uma alimentação adequada e de melhor atividade física.


80% dos meus familiares são cardíacos, quase todos morreram de infarto, alguns ainda jovens. Será que tenho algum problema de coração?

Re: Para saber o teu risco cardíaco é necessario você procurar um cardiologista que fará uma avaliação clínica e laboratorial.


Quem teve na família um pai que morreu de infarto, uma irmã que morreu de infarto, qual a possibilidade de vir a ter, meu pai eu não me lembro que eu era pequena, mas minha irmã foi agudo no miocárdio, eu tenho checado o meu (de rotina) e está bem mas eu tenho às vezes palpitações, é quando tomo INDERAL de 10 mg (só tomo quando estou com o coração palpitando muito), então gostaria de saber se infarto é hereditário e qual a probabilidade de vir ter um. Obs. tenho uma vida agitada, com 2 empregos, faço faculdade a noite, tenho 4 quilos a mais do meu peso normal, faço exercícios aos sábados, como caminhada e aeróbica, se essas informações ajudarem gostaria que me dessem um retorno se possível.

Re: Os antecedentes familiares aumentam 1.5 vezes mais a chance de uma pessoa ter doença coronária. Esse risco é relativamente baixo. O que parece ser mais importante é o componente ambiental, isto é, obesidade, vida sedentária, tabagismo, hipertensão, dislipidemia, diabetes. Se conseguir evitar esses fatores de risco, o risco de uma doença coronária precoce será muito baixo.


Tenho 39 anos, magro, colesterol e triglicirídeos normal, não fumo, mas sou muito ansioso, e tomo calmante (benzodiazepínico) todos os dias a mais de 7 anos, pratico atividade física duas vezes por semana, e gostaria de saber se corro risco de doença coronariana?

Re: O seu risco para doenca coronaria e muito baixo. Continue tendo com uma alimentacao adequada e fazendo exercicio físico.


Álcool é fator de risco para infarto agudo do miocárdio?

Re: A relação do álcool com o infarto do miocárdio não está ainda muito clara. Varios estudos sugerem que a ingestão pequena ou moderada de alcool pode proteger as pessoas do infarto do miocárdio principalmente a ingestão de vinho tinto. Sabe-se porém que em grandes quantidades o álcool aumenta a pressão arterial e, portanto, aumenta a incidência de acidente vascular cerebral e de doenças coronárias já que a hipertensão é um importante fator de risco para essas doenças. Portanto, o conceito atual é de que o álcool em pequenas quantidades protege os indivíduos das doenças coronárias.


Tinha uma cirurgia de ovário (coisa simples) marcada para esta semana. Ao fazer os exames pré-operatórios, dentre eles o eletrocradiograma tive o  seguinte resultado: Bloqueio de ramo esquerdo de 1ºgrau e alteração difusa de repolerização ventricular. Ao levar este exame ao meu médico ele sugeriu um Teste Ergométro Computadorizado que teve a seguinte conclusão:
Teste ergométrico revelando alterações do segmento ST ao esforço compatíveis com resposta isquêmica do miocárdio, na ausencia de manifestações clínicas.
O médico suspendeu minha cirurgia e me encaminhou ao cardiologista que, segundo ele é um dos mais conceituados aqui em Salvador entretanto, só consegui a consulta para daqui a uma semana e estou ansiosa para saber os próximos/prováveis procedimentos por que serei submetida. Para esclarecer melhor, tenho uma vida agitada profissionalmente com tensões constantes e apesar do sedentarismo atual minha própria postura de comportamento é agitada e inquieta. Não bebo mas, fumo há vinte anos, hoje uma média de 25 a 30 cigarros/dia. Nos últimos sete meses sinto um cansaço extremo com o menor esforço, dores que parem musculares no ombro e braço esquerdo.
Minha aparência é de uma pessoa saudável pois tenho 1,59m e peso apenas 49 quilos e juntamente com um temperamento forte e independente mascaram o mal estar que venho sentindo o que tem me prejudicado até para ter um diagnóstico preciso pois sinto dificuldade em "relaxar" para deixar fluir os sintomas. Peço que me ajudem a conter a ansiedade respondendo com a clareza necessária a uma pessoa leiga neste assunto. Agradeço a atenção e, na oportunidade, manisfesto meu contentamento em poder contar com um serviço de informações deste nível aqui na internet.
Saudações (de coração!)

Re: Infelizmente não posso te ajudar daqui. Você vai ter que aguadar a consulta com o cardiologista que irá conversar com você, ver os exames e a necessidade de outros. O que posso dizer e que você tem um fator de risco importante para doenca coronaria que é o tabagismo. Tem que parar de fumar. Por outro lado, não sei se vai ajudá-la, e que na sua faixa etária a prevalência da doença coronária e muito baixa.


Sou obeso (114 kg com 1,82 m de altura).
Meu batimento cardíaco normalmente em repouso é de 100 ou mais.
Não tenho histórico de problemas cardíacos comigo, nem na família.
Já fiz eletrocardiograma várias vezes e sempre normal.
Tenho levado nos últimos 3 anos uma vida bastante sedentária.
Esse batimento alto sempre em acompanhou, isso é normal??
Minha pressão é normal 12 por 8.

Re: A freqüência cardíaca nesses níveis não é normal; em geral. Provavelmente isso reflete a falta de condicionamento físico. Seria também interessante você fazer um ecocardiograma para ver como esta funcionando o seu coração.


Estrógenos, antioxidantes, vinho tinto, alho e beringela: devo ou não fazer uso como medidas preventivas (primária e/ou secundária)?

Re: Todos os ítens citados não têm comprovação científica definitiva para prevenção secundária ou primária. Continuam a valer as orientações clássicas em termos de alimentação, atividade física e fatores de risco.


Há comprovação científica do uso de beringela para redução do colesterol? Em um ano meu índice foi reduzido de 315 p/240.

Re: Não existe comprovação científica para a beringela. Acho que primeiro deve-se conhecer os principais componentes químicos da beringela para testá-los posteriormente.


Pte 41a, masculino, sedentário, que deseja iniciar prática de exercício em esteira ergométrica, deve ser orientado a praticar com que intensidade, freqüência e duração de exercício, considerando que a esteira tem inclinação fixa e velocidade variável até 9km/hora. Realizou teste ergométrico tendo atingido 4o. estágio do protocolo de Bruce com exame normal.

Re: Como você sabe o melhor exercício é o aeróbico e o cálculo e de mais ou menos de 60 a 80% da FC máxima para a idade segundo a fórmula aproximada: FCmáx. = 210 - idade.


Tenho 36 anos, tenho 121 de diabetes, 320 de colesterol e 1120 de triglicerídeos. Meus médicos pouco orientam, corro risco de vida? Como devo proceder? É necessário cateterismo?
PS. não consigo dormir, é proveniente disso?

Re: Você deve procurar um médico com o qual as explicações e orientações dadas por ele fiquem claras para você. ISTO É MUITO IMPORTANTE.


Em 09/98 meu colesterol estava em 300 mg/dl., tomei pravacol 20 mg durante 2 meses e ele baixou para 163. Repeti agora em maio e ele voltou para 296, mesmo seguindo uma dieta alimentar. Tomo diariamente anafranil (meio comprimido de 75), pois sofro de síndrome do pânico. Poderia este medicamento está influenciando nestas dosagens de colesterol?

Re: Níveis elevados de colesterol, principalmente acima de 300mg/dl, necessitam de tratamento para toda a vida, e não por apenas 2 meses. Isto porque o problema é de origem genética. Enquanto estiver tratando os níveis normalizam mas voltam a aumentar quando parar a dieta e a alimentação.


Meu marido (41 anos) possui colesterol e triglicerideos elevados. Fará angioplastia com colocação de 2 stents, por oclusão total de coronária esquerda e oclusão parcial de ramificação de coronária. Tem angina. Toda sua família paterna (sem distinção), morre por problemas cardíacos (infarto agudo, geralmente). Seu pai tem 90% das coronárias obstruídas, possui colesterol e triglicerídios elevados (em tratamento). Sua mãe é diabética, é hipertensa e com trigliceridios elevados, mas colesterol normal. Minha família é hígida. Temos uma filha de 11 anos. É magra, pratica esportes, bem nutrida, mas em algumas ocasiões refere taquicardia, comprovada por mim, através de sua pulsação. Realizou eletro: normal; glicose: 100; colesterol:158, trig: 124;HDL 43. Pergunto: qual a possibilidade dela vir a desenvover algum problema cardíaco? Devo realizar exames de controle?

Re: Se ela continuar fazendo uma alimentação adequada, exercício físico, e
mantendo-se dentro do peso normal para sua altura, dificilmente terá doença coronária precoce (<65anos para mulheres). Porém, o controle clínico periódico, a cada um ou dois anos, é importante para qualquer criança ou adolescente. Controles mais rigorosos dependerá dos resultados dessa avaliação e ficará a critério do médico responsável.
Obs.: A participação genética existe para a doença coronária porém sua influência direta é desconhecida. Mais freqüentemente ela influencia os níveis
de colesterol ou favorece a hipertensão arterial, esses importantes fatores de
risco para o desenvolvimento da doença coronária.


Gostaria de saber se em uma dieta para abaixar o colesterol, devemos cortar todo o tipo de açúcar, mesmo tendo o triglicirides em um nível ótimo. Gostaria de receber mais detalhes sobre o assunto.

Re: Você não precisa cortar todo carboidrato (açúcar) para abaixar o colesterol. Na realidade, o açúcar isoladamente não aumenta o colesterol e sim os triglicirides. O problema é que o excesso de açúcar vai ser transformado em gordura e a obesidade comega a desencadear uma série de alterações metabólicas que denominamos de síndrome plurimetabólica (alterações nos níveis de glicose, insulina e perfil lipídico no sangue, etc) que está associada a uma maior incidência de doenças cardiovasculares.


O que é personalidade tipo A?

Re: O comportamento do tipo A é caracterizado por aumento da agressividade e do impulso competitivo, preocupação com prazos-limites e sentido de premência de tempo. O comportamento tipo A não é considerado um conjunto de características de personalidade e sim uma resposta a estímulos ambientais específicos.


Meu pai é hipertenso, trabalha 15 horas por dia, fuma 5 cigarros diários,   dorme 6 horas, pesa 98 kilos com 1,78m de altura, sua pressão já chegou a casa dos 22.4, come muita carne, bebe e toma alguns remidios para prevengco.  50 anos.
Gostaria de saber o risco que ele corre de ter um infarto ou um derrame. E se alguém poderia me ajudar de alguma maneira! Pois eu já desisti de tentar convecê-lo do risco que esta correndo!

Re: Pelos critérios da Associação Americana de Cardiologia o seu pai tem risco moderado para doença coronária. Porém, com esses níveis pressóricos é alta a chance de ter um episódio de AVC (acidente vascular cerebral). É muito importante ele comegar a se preocupar com esses fatores de risco pois o controle dos mesmos além de relativamente fácil (lógico que depende da pessoa) diminui acentuadamente os riscos para as doenças cardiovasculares. Peça para ele conversar detalhadamente com o seu médico.


Tenho 29 anos, nunca fumei, nunca usei bebida alcoólica, minha família não tem antecedentes em doença do coração, levo uma vida ativa, não como carne de porco, levo uma vida normal e sou hipotensa. Fui ao cardiologista para exame de rotina e estava sentindo uma dor que irradiava pelo braço esquerdo, foi pedido um ECG, ECO e Exame de esforço, nunca pensei que haveria alguma alteração, no ECG e ECO deu tudo normal mais no exame de esforço deu uma alteração parece que no St de 3mmm e foi pedido uma cintilografia miocardia e deu um resultado isquêmico moderado de 1o grau. Minha pergunta é o que eu tenho se não possuo fatores de risco, o que isso pode acarretar, tenho que fazer um cateterismo, mesmo tendo esse quadro isquêmico moderado, isto tem cura. Infelizmente neste país existem profissionais que não sabem passar tranqüilidade ao paciente, na verdade este é meu caso eu estou apavorada, não tive nenhuma resposta deste na consulta e não sei o que fazer? Por favor me de alguma luz sobre o que eu tenho e porque como isso pode ter acontecido? Como ela se evoluiu?

Re: O seu risco para doença coronária e muito baixo. Pelos detalhes do seu e-mail, e muito provável que o resultado do seu teste de esforço seja um falso-positivo, isto é, resultado positivo em pessoas sem doença coronária. Contudo, esses resultados estão associados com cintilografia normal, o que não aconteceu com o resultado da sua cintilografia. Portanto, não é possível por esses resultados a exclusão definitiva de doença coronária, o que continuo achando pouco provável para você. Sugiro que voce repita a cintilografia miocárdica em outro centro que voce confia melhor.

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